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A pergunta que não quer calar: quando será o novo concurso para tradutor juramentado?



A resposta que ninguém quer ouvir: não há previsão.

Cada Estado é responsável por convocar concursos para tradutores públicos e intérpretes comerciais (nome oficial) de acordo com sua demanda e recursos financeiros.

O Estado avalia se o número de tradutores na ativa e seus respectivos idiomas suprem a necessidade dos cidadãos. Esse é um critério muito subjetivo, a cargo da Junta Comercial de cada Estado.

Aqui no Estado de São Paulo somos atualmente 1464 tradutores públicos e intérpretes comerciais distribuídos da seguinte forma:

Idioma/Quantidade

Alemão 90 Árabe 5 Chinês 8 Coreano 8 Croata 3 Dinamarquês 3 Eslovaco 3 Espanhol 115 Francês 262 Grego 2 Hebraico 4 Holandês 3 Húngaro 3 Inglês 750 Italiano 132 Japonês 39 Latim 4 Lituano 2 Norueguês 1

Polonês 4 Romeno 2 Russo 14 Sérvio 2 Tcheco 2

TOTAL 1464

Pela tabela acima, que me foi disponibilizada em setembro de 2016 pela ATPIESP – Associação Profissional dos Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais, é possível observar que para os idiomas classificados como comuns, tais como alemão, espanhol, francês, inglês e italiano há um grande contingente de profissionais (1349); já para os idiomas ditos raros como grego, lituano, sérvio, tcheco, a oferta de tradutores públicos se reduz a apenas 8 profissionais.

Quanto aos recursos financeiros, é imprescindível lembrar que um elevado investimento é necessário para organizar um concurso desse porte. É preciso tornar público o edital com suas regras, determinar o local de realização das provas, compor a banca de todos os idiomas que foram incluídos no concurso com a contratação de profissionais de notório saber para elaboração e correção das provas escritas e orais – isso é relativamente fácil para idiomas como inglês, espanhol, italiano ou alemão, mas é um pouco complicado para idiomas como o norueguês ou dinamarquês. Depois é necessário analisar as certidões de idoneidade moral que os candidatos aprovados entregarem, e por fim nomear e dar posse para todos os aprovados.

É um processo trabalhoso, longo e que envolve muitos custos.

Gostaria de frisar que, ao contrário do que muitos podem pensar, os tradutores públicos e intérpretes comerciais nomeados não têm ingerência alguma sobre esse processo: não pressionamos as Juntas Comerciais para que não façam concursos. Como disse anteriormente, a decisão de convocar concursos para tradutores públicos e intérpretes comerciais compete exclusivamente às Juntas Comerciais.


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